A minha vida foi muito serena, apesar de qualquer problema que me procurou grande dor. O falecimento dos meus país, o meu despedimento sem pré-aviso a novembro do ano 2000, o longo período de três anos e meio em que meu filho de 30 anos não conseguiu encontrar trabalho, a convivência de quase 15 anos com a minha sogra. Portanto não posso dizer nada a respeito do mal que muitas pessoas têm tido na vida deles. A velhice manda-me a refletir que provavelmente a experiência do mal possa chegar na maneira improvisa. Por isso eu estou-me preparando. Penso com frequência ao mal que destrói o mundo, mas não posso atribuir a Deus a responsabilidade disto. A presença do mal no mundo, pra mim, é de atribuir só a humanidade que recusou o projeto de Amor Dele. O egoísmo, a arrogância, a fome de poder, a ignorância, não respeitar os dez mandamentos, e sobretudo a falta de Amor, são pra mim as principais causas do mal no mundo. Eu também não sou perfeito, ninguém o é, mas é a vontade de melhorar, a consciência de ser fraco, a força de superar as dificuldades que nos diferencia daquelas pessoas que fazem do egoísmo até a falta de Amor a própria crença, o próprio estilo de vida. O binômio do bem e do mal é um mistério que ninguém pode explicar. A resposta é na fé que cada um de nós tem. Há uma experiência de São Agostino que pode bem explicar tudo isso, quando a beira do mar encontra um menino que tenta de por a água do mar num pequeno balde. São Agostino lhe diz que não é possível fazer isso, e o menino lhe réplica que explicar também o mistério da Trinidade só com a razão não é possível. Eu acredito que Deus tenha resolvido o problema mandando o Filho Dele a sofrer na terra até a morte. Vencendo a morte Ele venceu o Mal também, salvando toda a humanidade, mas só quem se arrependerá das ações malditas feitas na terra. Só assim o Novo Eterno Mundo será em Paz matando por sempre o Mal. A presença da dor nesta terra, causada pelo Mal, é escrita muito bem para Paolo Coelho também num episódio (A história do lápis) de um livro dele que se intitula "Ser como o rio que flui". Ele escreve: "De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.”
Esta minha reflexão é muito sintética mas espero de ter bem explicado o meu pensamento. Espero que você entender o meu português. Sempre disponível a mudar as minhas opiniões porque tudo isso é realmente muito complicado
Esta minha reflexão é muito sintética mas espero de ter bem explicado o meu pensamento. Espero que você entender o meu português. Sempre disponível a mudar as minhas opiniões porque tudo isso é realmente muito complicado